O Melhor Terror de 2013




















Insidious: Chapter 2 (James Wan, 2013)




Antes de uma visão geral de 2013, que daremos a conhecer nos próximos dias, apresentamos os filmes e séries televisivas de terror que marcaram o ano. A lista não vive apenas de sustos, criaturas sobrenaturais e sangue, pois pelo meio há também drama psicológico e comédia em tons negros.



13

James Wan, Insidious: Chapter 2
Kiyoshi Kurosawa, Shokuzai
Adam Wingard, You're Next
Fede Alvarez, Evil Dead
Ryan Murphy, Brad Falchuk, American Horror Story: Coven
Rob Zombie, The Lords of Salem
Jonathan Levine, All the Boys Love Mandy Lane
Xan Cassavetes, Kiss of the Damned
Jen Soska, Sylvia Soska, American Mary
Eli Roth, Brian McGreevy, Lee Shipman, Hemlock Grove
Brandon Cronenberg, Antiviral
Takashi Miike, Aku no kyôten (Lesson of the Evil)
Nicolás López, Aftershock



Uma menção especial para The Innkeepers de Ti West, (mal) distribuído em Portugal em 2013, que já tínhamos considerado na listagem de 2012. Caso contrário, estaria no topo desta lista.


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Unlovable, Lovable, Unimaginable



 Burial, Come Down To UsRival Dealer EP, Hyperdub, 2013




Without examples, without models, I began to believe voices in my head - that I was a freak, that I am broken, that there is something wrong with me, that I will never be lovable.

Years later, I find the courage to admit that I am transgender, and that this does not mean that I am unlovable.

So this world that we imagine in this room might be used to gain access to other rooms, to other worlds previously unimaginable.


Lana Wachowski em Come Down To Us, Burial, 2013


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O Futuro Medonho


























Entre a apreensão quanto ao sucesso do Cinema Ideal, manifestada no site À pala de Walsh, e as declarações, ao jornal Público, do CEO da GreatCinema, responsável pela exploração do @Cinema, nas novas salas do Saldanha Residence, que futuro espera o espectador perante a suposta inevitabilidade da inquietante mercantilização selvagem proposta para a distribuição de cinema em Portugal?

Não é que os argumentos sejam novos, mas o novo patrão da distribuição atreve-se a dizer descaradamente, sem papas na língua, o que o poder pensa, secretamente, quando se orienta no pensamento das industrias culturais para definir os objectivos e as estratégias para as instituições que financia.

Se é este o quadro que nos oferecem, não contem connosco. Preferíamos, mil vezes, o som da passagem do metropolitano no subsolo. Se as estratégias falharem, já sabemos que a culpa é da pirataria.

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“Só trabalhamos com blockbusters – o nosso target é muito específico, jovem e os jovens querem é ver este tipo de filmes”... “Pelo estudo que fizemos, sabemos que 80% das pessoas que vão ao cinema no Porto e em Lisboa estão focados [no cinema-espectáculo].” E, por isso, justifica, decidiram-se por esta fórmula.

“Esta oferta existe noutras salas, obviamente que sim, é a que mais existe” “[Mas] a oferta blockbuster com tecnologia de ponta, bom serviço de cliente e baixo custo não conheço.” A programação terá "grande rotatividade" – tal como os restantes exibidores, a GreatCinema estará atenta aos números de espectadores que cada título fará nas suas salas, mas assume que vai reagir aos dados para "aumentar a percentagem de audiências".

“Pela primeira vez temos sponsors a patrocinar salas de cinema, não recintos ou eventos”, admite o responsável pelo @Cinema. “Quando trabalhamos com capitais próprios, sem financiamentos, a pronto pagamento e sem dívidas, é óbvio que qualquer sponsor tem uma importância colossal”, acrescenta.

A sala 1, sem patrocinador que lhe dê outro nome, tem capacidade para 153 pessoas, que podem comprar os bilhetes numa bilheteira convencional ou aos colaboradores da @Cinema que andarão, de tablet na mão, pelo centro comercial. Mas também, no futuro, “pelas praias ou pelas festas populares” – isto porque, apesar das cautelas de Serranito quando questionado pelo PÚBLICO sobre os planos de expansão da GreatCinema, eles existem e abrangem outras salas em Lisboa e pelo país nos próximos meses.

A apresentação do novo cinema ocorre no dia em que se soube que se acentuou a quebra na frequência dos cinemas portugueses: perdeu-se quase um milhão e meio de espectadores nos últimos onze meses. Francisco Serranito, no átrio do seu novo cinema, fala em "contraciclo" e no facto de, em crise, "as pessoas precisarem de distração".

A instalação do sistema Dolby Atmos, que faz com que um aguaceiro no interior da sala se torne numa tempestade que nos envolve por todos os lados ou que uma canção rode em torno da sala, será uma fatia significativa dessa quantia, um “capital considerável”. O Dolby Atmos, segundo David Hernandez, director comercial para o Sul da Europa da Dolby, cria “uma sensação imersiva, realista”, porque o som passa em diferentes canais nas diferentes colunas das salas, que estão também no tecto. “As tecnologias são de primeira geração e qualquer tecnologia que seja nova, no seu início, é extremamente cara”.

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Links:

À pala de Walsh

Público


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