Vídeo-ensaio: Haunting Symptoms, do subtexto ao texto




Projecto inserido na Segunda Temporada dos Filmes Fetiche do site À pala de Walsh



Em 1963, numa produção da Metro-Goldwyn-Mayer, o norte-americano Robert Wise realizou The Haunting (A Casa Maldita) no Reino Unido, filme de terror sobrenatural em que um investigador convida um grupo de pessoas para estudar fenómenos paranormais numa casa senhorial com um longo historial de acidentes mortais, cuja explicação escapa à ciência. Eleanor, uma das convidadas interpretada por Julie Harris, é colocada no centro de uma espiral febril que lentamente vai suprimindo a linha ténue que separa o fenómeno paranormal do transtorno psicológico.

Na mansão, Eleanor atravessa corredores e quartos encontrando por detrás de uma porta, Theodora (Claire Bloom), personagem sexualmente desinibida, em aberto contraste com a sua inexperiência. A sofisticação da personagem de Claire Bloom é marcada desde logo no genérico, em que é o único elemento do elenco a ver referida a griffe do seu guarda-roupa, desenhado pela ousada Mary Quant. Robert Wise conta  que teve de cortar uma cena do início do filme para não tornar explícita a orientação sexual de Theodora, o “erro da natureza” de que a acusa Eleanor.

Onze anos depois, em 1974, José Ramón Larraz, conhecido pelas suas incursões por territórios da exploitation, realiza Symptoms (...)


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